Quando se fala de transtornos de aprendizagem em crianças e em adolescentes, o exemplo mais clássico deste tópico é o TDAH.
Neste resumo, você conhecerá o que é esse transtorno, quais são as suas características, como a família deve agir e como a escola pode auxiliar nesse processo. Logo, continue com a leitura para conferir,
O que é TDAH?
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade é uma condição neurobiológica que se manifesta principalmente durante a infância. As suas causas ainda são debatidas pela ciência médica. De antemão, identificam-se fatores genéticos, alterações nos neurotransmissores e possíveis aspectos ambientais.
A saber, segundo dados da Associação Brasileira do Déficit de Atenção, 8% da população infantil mundial manifesta este transtorno, que também pode acompanhar o indivíduo durante toda a sua vida adulta. Existem três tipos mais comuns desta condição:
- desatento;
- hiperativo/compulsivo;
- combinado/misto.
Características
Primeiramente, a criança com TDAH apresenta algumas características típicas dessa condição, que podem variar em grau e quantidade. Assim, conheça os seus comportamentos mais frequentes:
- impulsividade;
- inquietude;
- falta de atenção;
- dificuldade em obedecer regras e respeitar limites;
- esquecimento;
- dificuldade de se relacionar com amigos, professores e familiares;
- agitação motora;
- dificuldade de realizar tarefas de longa duração;
- problemas de concentração;
- fala excessiva;
- problemas de autoestima.
Como a família deve encarar o TDAH dos seus filhos?
Sobretudo, é errôneo considerar o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade como uma doença que impedirá o desenvolvimento dos seus filhos. A partir de um acompanhamento diferenciado e multidisciplinar, eles poderão alcançar as mesmas coisas que as outras crianças.
Inicialmente, deve-se tomar muito cuidado no período de identificação dos primeiros sintomas do transtorno. O diagnóstico do TDAH precisa ser realizado por um psicólogo profissional, sem levar em consideração achismos e percepções difusas culturalmente na sociedade. Nesse sentido, muitas famílias às vezes consideram algumas características como manifestações dessa condição, tais como agitação, “falta de educação”, comportamentos que são “coisas da idade”, dentre outros, sem nenhum fundamento.
A saber, os sintomas precisam ser observados por no mínimo seis meses e presentes em dois ambientes diferentes. Por exemplo, em casa e na escola. Após a confirmação do diagnóstico, o indivíduo deverá ter um acompanhamento psicológico constante para assegurar o seu desenvolvimento saudável, a sua qualidade de vida e a sua saúde emocional. A depender, a utilização de remédios focados para essa condição também é bastante comum, desde que prescritos por um profissional habilitado.
Como a escola pode auxiliar os estudantes com essa condição?
O período da escolarização formal é o momento mais evidente para se notar os transtornos de aprendizagem. Principalmente, a partir da detecção de dificuldades nos estudos. Naturalmente, os alunos com TDAH sentem dificuldade de se adaptar ao modelo tradicional de ensino na escola. Nesse sentido, muitos estudantes com essa condição têm problemas ao realizar provas e em ficar parados na sala de aula, além de outros comportamentos.
Logo, é essencial que o corpo pedagógico da escola tenha ciência do transtorno do aluno e o auxilie por meio de um processo adaptado de ensino. Isso implica investir no treinamento dos professores e monitores a fim de que possam identificar precocemente os sintomas característicos do transtorno, para então comunicar à família. Outro aspecto importante é possibilitar que os estudantes se sintam mais à vontade durante a rotina escolar e consigam realizar as tarefas cotidianas. Por exemplo, recomenda-se que em sala de aula eles fiquem sentados mais próximos ao professor, assim como adaptar as condições das provas regulares para que possam realizá-las com tranquilidade.
Igualmente, os profissionais da educação devem orientar as famílias a contratarem um acompanhamento de um psicopedagogo para as crianças e os adolescentes. Dessa forma, ele será capaz de auxiliar na evolução da sua aprendizagem na escola, a qual inclusive poderá ter com esse profissional um canal de comunicação para que o processo de adaptação flua com mais eficiência e naturalidade.
Gostou deste resumo? Então, não deixe de conferir o nosso material sobre consciência fonológica nos conteúdos de educação infantil.