Geração Nem Nem

Geração Nem Nem

Um tema que sempre desperta interesse entre os pesquisadores sociais e especialistas educacionais é o crescimento da Geração Nem Nem no Brasil.

Neste resumo, você conhecerá a definição desta geração, quais os números atualizados sobre a sua evolução, as suas consequências e os meios de superar este cenário. Logo, prossiga com a leitura para conferir.

Geração Nem Nem: definição

Primeiramente, esta expressão se refere ao conjunto de jovens de 18 a 29 anos que nem estudam, nem trabalham. A saber, este fenômeno sociológico vem se acentuando nos últimos anos. As causas alegadas para a juventude ter dificuldade em se inserir no mercado de trabalho são:

  • falta de qualificação profissional;
  • formação escolar precária;
  • desemprego alto;
  • crise econômica;
  • efeitos tardios da pandemia;
  • gravidez;
  • necessidade de cuidar da família;
  • tendência de morar tardiamente com os pais;
  • preço das mensalidades nas faculdades;
  • falta de motivação.

Enfim, o conhecimento desta situação econômica e educacional é muito importante para a formação escolar. Além de fornecer um quadro atualizado para disciplinas como sociologia, geografia e atualidades, este é um tópico com grandes chances de ser abordado em redações como no ENEM. Por outro lado, ele também serve como referência para o planejamento do seu próprio projeto de vida.

Estatísticas

De fato, a Geração Nem Nem já representa mais de um terço dos jovens brasileiros. De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 2022, 35,9% das pessoas nesta faixa etária se encontram nesta situação. Ou seja, eles concluem o ensino médio e não conseguem ingressar em uma faculdade, tampouco arranjar um emprego.

Assim, este cenário posiciona o Brasil na segunda pior posição do levantamento mundial, em uma lista de 38 países. A evolução do perfil da graduação é apontada como um dos fatores determinantes. Sobretudo, 33% dos universitários concluem o curso no tempo previsto. Entretanto, 49% só o terminam três anos depois do prazo e 18% abandonam a universidade.

Neste sentido, a evasão escolar na própria educação básica também desempenha um papel no agravamento dessa condição. De acordo com a pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), 500.000 jovens abandonam a escola anualmente no Brasil.

Ademais, podemos citar outros dois levantamentos. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2022 detectou que 20% dos jovens não estudam, nem trabalham. Este número representa uma queda diante da pesquisa de 2019 (22,4%). Do mesmo modo, os critérios de gênero (mulheres representam 25,8% e homens 14,3%) e raça (pretos/pardos 22,8% e brancos 15,8%) também são determinantes. Por outro lado, a FGV Social detectou já em 2023 que este índice é de 23%, o que representa um total de 11,5 milhões de pessoas.

Prejuízos

Além dos prejuízos para o seu projeto de vida, a Geração Nem Nem também provoca efeitos negativos sobre o país, no nível coletivo. Por exemplo, podemos citar:

  • problemas relacionados ao desemprego;
  • uso de drogas;
  • estímulo à violência;
  • desigualdade social;
  • aumento da obesidade e acesso ao sistema de saúde;
  • problemas de saúde mental;
  • pressão sobre a renda familiar;
  • vício em redes sociais e aparelhos eletrônicos;
  • falta de mão-de-obra qualificada nas empresas;
  • queda na produtividade na economia.

Como superar a situação da Geração Nem Nem?

Em resumo, é essencial combater este fenômeno para ajudar na recuperação econômica do Brasil. Afinal, estes jovens representam um grupo de milhões de pessoas fora do mercado de trabalho, os quais a princípio seriam uma mão-de-obra no auge da produtividade e da resistência física. Logo, algumas medidas possíveis para reduzir este quadro seriam:

  • cursos de qualificação profissional desde o ensino médio;
  • expansão do ensino técnico;
  • inclusão digital;
  • melhora no ambiente de negócios no país;
  • modernização dos currículos universitários;
  • incentivo à contratação de jovens pelas empresas;
  • aumento na oferta de estágios;
  • investimento em empreendedorismo e inovação na juventude;
  • reformas micro e macroeconômicas no Brasil.

Por fim, você conferiu neste resumo o que é esta geração, quais as suas estatísticas, as suas consequências e algumas maneiras de contornar este cenário. De fato, a educação e a empregabilidade dos jovens devem ser uma preocupação constante no país, tanto dos poderes públicos, quanto da sociedade.

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